Uma das estruturas mais impressionantes que se encontra em péssimo estado de conservação é o Hotel Ryugyong, em Pyongyang, na Coreia do Norte. A construção do hotel foi uma tentativa do país comunista de parecer mais atrativo para turistas e investidores internacionais. A construção, que começou em 1987 e foi abandonada por falta de recursos em 1992, era para se transformar num prédio de 105 andares com cassinos, restaurantes e boates. Pelos planos originais, a obra deveria custar 230 milhões de dólares, mas os atrasos triplicaram o seu preço.
Outro prédio enorme que só não fica esquecido pelo grande espaço que ocupa na paisagem é o Centro Financeiro Confinanzas, em Caracas, capital da Venezuela. Oitavo edifício mais alto da América Latina, o conjunto empresarial começou a ser construído no começo da década de 1990, pouco antes da grave crise financeira que assolou o país. O prédio foi ocupado por sem-teto e hoje serve de moradia para cerca de 700 famílias.
O Brasil também não está livre de ter seus edifícios abandonados. O mais simbólico deles é o Hotel Nacional, no bairro de São Conrado, Rio de Janeiro. Projetado por Oscar Niemeyer com jardins de Burle Marx, o prédio de 34 andares foi referência na sociedade carioca até o início da década de 1990. O hotel, no entanto, fechou suas portas em 1995 depois que a empresa que o administrava faliu.
Pior do que um prédio são vários prédios, ou melhor, uma cidade inteira, como o caso da ilha de Hashima, no Japão. Se você assistiu ao filme Skyfall, com certeza deve ter se impressionado com a cidade fantasma onde o personagem Raul Silva (Javier Bardem) morava. A ilha realmente existe – e já abrigou uma população de 5 mil pessoas. O lugar, distante 15 km da costa oeste do Japão era usado para extração de carvão pela empresa Mitsubishi. Com o fim das atividades, em 1974, os funcionários deixaram a pequena ilha.
A ilha de Hashima se assemelha hoje com a cidade de Pripyat, na Ucrânia. O lugar era habitado pelos trabalhadores da Usina de Chernobyl. Quando o reator da usina explodiu e o alarme foi soado, as famílias que moravam lá tiveram pouco tempo para fugir. Hoje, a cidade recebe alguns turistas interessados nessa história e recentemente foi cenário para o filme de terror ‘Chernobyl’.