quinta-feira, 23 de maio de 2013

meu primeiro texto - a saga do jornalista

Bem amigos, agora chegou a minha vez de aparecer nos textos que constam aqui. Todas as dicas e fotos que já apareceram aqui foram retirados de algum lugar, e eu apenas repostei no blog. E na descrição dele, eu digo que vocês verão dicas de fotografia e edição, além de meus trabalhos.

Bom, como profissional sou um bom jornalista. Luto para deixar essa nossa sofrida profissão ainda me consumir, porque aqui em nosso mercado, ser jornalista é muito difícil. Não parece, porque muitos ainda pensam que ser jornalista é ser badalado, é estar nas melhores festas e aparecer sempre na telinha ou ter textos publicados e premiados por várias empresas e concursos. Mas a realidade é diferente.


  


Quem não tem seu nome já conhecido no mercado, precisa se submeter principalmente a baixos salários e longas horas de trabalho. Em média, temos que trabalhar oito horas. Calma. Estou falando do horário que os empresários pensam que temos que prestar em escritórios, redações e ambientes de assessoria, com uma ou duas horas de almoço. Mas esquecem que quando acordamos, já estamos pensando nas pautas do dia. Os assessores sempre dormem com o celular ligado, na expectativa dele não tocar, porque se tocar, sabemos que aconteceu algo muito ruim para o cliente e a imprensa em geral já está querendo mais informações.

Os repórteres de redação (TV, rádio ou impresso, e agora, de web) já levantam degustando notícias em todos os meios (também TV, rádio ou impresso, e em massa, na web, pelos mesmos celulares que ficam na cabeceira da cama, no travesseiro, no criado-mudo ou no chão carregando, do lado da cama), já na expectativa de ter algo novo para conversar, discutir opiniões ou pensar na próxima pauta.
 
Quem trabalha com web (exclusivamente ou não), já começa a se preocupar se o site/portal/blog de notícias já foi atualizado (sem saber por quem, claro), porque essa notícia que ele viu pode ser importante, e ainda temos a ânsia de querer ser os primeiros a divulgar. E tudo isso, como podem ler, começa logo cedo. Nem bem colocamos as primeiras gotas de café na xícara, e a TV já anuncia as primeiras matérias do dia, e resumo do que aconteceu na noite anterior.

E depois de passar um dia exaustivo, ainda temos que nos preocupar com o horário de fechamento das redações (para todos os segmentos do jornalismo), para saber se o que escrevemos vai ser impresso corretamente, se não precisamos ainda corrigir algo (sim, é possível, em alguns casos), ou se o últimas notícias está mesmo fechado ou pode encaixar algo mais importante. E na ida pra casa? Chegar logo para ver o jornal e saber das notícias do dia que perdemos de ver enquanto estávamos produzindo textos e entrevistas, e fotografias, e mais textos. ou seja: nada de descanso ainda, porque o celular pode tocar a qualquer instante. Não podemos pensar em nos desligar. E como mensurar apenas oito horas de trabalho?

Bom, tudo isso cansou até de ler, não foi? Pois é. Esta é a nossa rotina, que piora quando não temos um trabalho assim para reclamar, e temos que ficar em busca de ajuda de outros colegas que esquecem que um dia já passaram por isso (ou podem vir a passar algum dia), e olha o seu pedido de ajuda com desdém, mesmo sentimento que pegam o arquivo de seu currículo (que você tenta fazer o mais atual possível para passarem para a ‘menina do RH’) e passa, ou apaga simplesmente.

Para estes, paciência. O mundo gira. E como ele gira, nós também nos viramos (em meu caso, como sou bem redondinho, isso é fácil), e aqui estou eu fazendo uma coisa que gosto. Uma não, duas: escrever e fotografar. Demorei para chegar ao ponto principal do texto, mas para que todos pudessem entender a nossa saga jornalística.

Na fotografia, como em muitas outras profissões, existem aqueles que realmente são profissionais e tem aqueles que fazem por hobby e acabam amando tanto, que se tornam profissionais depois. Meu sonho é ser este segundo. Porque a fotografia pra mim é a alegria de ser jornalista. Porque usarei este olhar jornalístico para escrever e descrever muita coisa sobre esta paixão. Não, não darei dicas de foco, enquadramento, que equipamento é melhor, e onde comprar. Como eu disse antes: me virei e descobri tudo isso.

Mas, não posso esquecer que sou jornalista, e como um bom que me sinto, sou formador de opiniões. E aqui, em meu blog, prefiro descrever como podemos entender melhor as formas de fotografar. Sentimentalmente falando. Porque o disparo da máquina depende da força de nosso dedo, e até o cérebro processar que podemos disparar, em minha visão do fato a ser registrado, ele deve contar o que quero contar com a foto.


Olhar uma flor e registrar é simples. Mas nem todos podem perceber que ela balançou com o vento, e ficou mais bonita neste movimento. Para pessoas, o simples ato de fazer pose pode ser legal, mas quando registramos a espontaneidade daquele sorriso, marca mais do que as palavras da legenda “rindo muito”. O momento de registrar a passagem do avião (ou da lua) pelas nuvens vai ser com certeza para contar com o sentimento expressado pela natureza: a lua marca os apaixonados, e o avião passa a ideia de viagens, de liberdade, de ir a todos os lugares. E as nuvens? Ah, sei lá. Tava ali para contextualizar a ideia. 

:D


Um comentário:

  1. Que bonitinho seu texto-desabafo, com o sabor da paixão pela profissão que abraçou... e não é que vi abraçar, enquanto se graduava?? Bom saber que resistiu mas não se conteve. A escrita nos acalma, nos emociona. Um novo texto escrito é como um bom filme assistido. Dá vontade de ver/ler de novo. Beijo e boa sorte!

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