Bem amigos, agora chegou a minha vez de aparecer nos textos
que constam aqui. Todas as dicas e fotos que já apareceram aqui foram retirados
de algum lugar, e eu apenas repostei no blog. E na descrição dele, eu digo que vocês
verão dicas de fotografia e edição, além de meus trabalhos.
Bom, como profissional sou um bom jornalista. Luto para
deixar essa nossa sofrida profissão ainda me consumir, porque aqui em nosso
mercado, ser jornalista é muito difícil. Não parece, porque muitos ainda pensam
que ser jornalista é ser badalado, é estar nas melhores festas e aparecer
sempre na telinha ou ter textos publicados e premiados por várias empresas e
concursos. Mas a realidade é diferente.
Quem não tem seu nome já conhecido no mercado, precisa se
submeter principalmente a baixos salários e longas horas de trabalho. Em média,
temos que trabalhar oito horas. Calma. Estou falando do horário que os
empresários pensam que temos que prestar em escritórios, redações e ambientes
de assessoria, com uma ou duas horas de almoço. Mas esquecem que quando
acordamos, já estamos pensando nas pautas do dia. Os assessores sempre dormem
com o celular ligado, na expectativa dele não tocar, porque se tocar, sabemos
que aconteceu algo muito ruim para o cliente e a imprensa em geral já está
querendo mais informações.
Os repórteres de redação (TV, rádio ou impresso, e agora, de
web) já levantam degustando notícias em todos os meios (também TV, rádio ou
impresso, e em massa, na web, pelos mesmos celulares que ficam na cabeceira da
cama, no travesseiro, no criado-mudo ou no chão carregando, do lado da cama),
já na expectativa de ter algo novo para conversar, discutir opiniões ou pensar
na próxima pauta.
Quem trabalha com web (exclusivamente ou não), já começa a
se preocupar se o site/portal/blog de notícias já foi atualizado (sem saber por
quem, claro), porque essa notícia que ele viu pode ser importante, e ainda
temos a ânsia de querer ser os primeiros a divulgar. E tudo isso, como podem ler, começa logo cedo. Nem bem
colocamos as primeiras gotas de café na xícara, e a TV já anuncia as primeiras
matérias do dia, e resumo do que aconteceu na noite anterior.
E depois de passar um dia exaustivo, ainda temos que nos
preocupar com o horário de fechamento das redações (para todos os segmentos do
jornalismo), para saber se o que escrevemos vai ser impresso corretamente, se
não precisamos ainda corrigir algo (sim, é possível, em alguns casos), ou se o
últimas notícias está mesmo fechado ou pode encaixar algo mais importante. E na
ida pra casa? Chegar logo para ver o jornal e saber das notícias do dia que
perdemos de ver enquanto estávamos produzindo textos e entrevistas, e
fotografias, e mais textos. ou seja: nada de descanso ainda, porque o celular pode tocar a qualquer instante. Não podemos pensar em nos desligar. E como mensurar apenas oito horas de trabalho?
Bom, tudo isso cansou até de ler, não foi? Pois é. Esta é a
nossa rotina, que piora quando não temos um trabalho assim para reclamar, e
temos que ficar em busca de ajuda de outros colegas que esquecem que um dia já
passaram por isso (ou podem vir a passar algum dia), e olha o seu pedido de
ajuda com desdém, mesmo sentimento que pegam o arquivo de seu currículo (que
você tenta fazer o mais atual possível para passarem para a ‘menina do RH’) e
passa, ou apaga simplesmente.
Para estes, paciência. O mundo gira. E como ele gira, nós
também nos viramos (em meu caso, como sou bem redondinho, isso é fácil), e aqui
estou eu fazendo uma coisa que gosto. Uma não, duas: escrever e fotografar. Demorei
para chegar ao ponto principal do texto, mas para que todos pudessem entender a
nossa saga jornalística.
Na fotografia, como em muitas outras profissões, existem
aqueles que realmente são profissionais e tem aqueles que fazem por hobby e
acabam amando tanto, que se tornam profissionais depois. Meu sonho é ser este
segundo. Porque a fotografia pra mim é a alegria de ser jornalista. Porque usarei
este olhar jornalístico para escrever e descrever muita coisa sobre esta
paixão. Não, não darei dicas de foco, enquadramento, que equipamento é melhor,
e onde comprar. Como eu disse antes: me virei e descobri tudo isso.
Mas, não posso esquecer que sou jornalista, e como um bom
que me sinto, sou formador de opiniões. E aqui, em meu blog, prefiro descrever
como podemos entender melhor as formas de fotografar. Sentimentalmente falando.
Porque o disparo da máquina depende da força de nosso dedo, e até o cérebro
processar que podemos disparar, em minha visão do fato a ser registrado, ele
deve contar o que quero contar com a foto.
:D

Que bonitinho seu texto-desabafo, com o sabor da paixão pela profissão que abraçou... e não é que vi abraçar, enquanto se graduava?? Bom saber que resistiu mas não se conteve. A escrita nos acalma, nos emociona. Um novo texto escrito é como um bom filme assistido. Dá vontade de ver/ler de novo. Beijo e boa sorte!
ResponderExcluir